Apresentamos o Índice BookTok Brasil

A primeira lista que cruza o buzz do BookTok brasileiro com as vendas reais do mercado, a partir de dados próprios.

O BookTok move o mercado editorial brasileiro, mas até agora não havia uma medida própria do que a comunidade está de fato consagrando. O Publitik construiu uma: o Índice BookTok Brasil cruza o buzz que coletamos diretamente da comunidade com os rankings de vendas que já acompanhamos. Tudo a partir de dados próprios. Esta é a primeira edição, e ela inaugura uma seção que passa a ser publicada toda semana.

Período observado: coleta contínua desde abril de 2026 — 838 publicações em português na janela analisada.

Como a lista é construída

O método separa dois sinais que costumam vir embaralhados.

O primeiro é o buzz: monitoramos publicações de BookTok e identificamos, com apoio de inteligência artificial, quais livros cada uma menciona. Em vez de contar menções brutas, ponderamos por criadores distintos — um único vídeo viral não sobe um título sozinho. Um livro só ganha posição quando várias pessoas diferentes falam dele.

O segundo é a venda: cruzamos cada título com os rankings de vendas brasileiros que o Publitik já monitora.

Dois cuidados sustentam o método. Filtramos por idioma, porque a hashtag #booktokbrasil reúne muito criador internacional — cerca de quatro em cada dez publicações sob essa etiqueta não são brasileiras, e elas ficam de fora do índice nacional. E agrupamos por série, não por volume isolado, porque é assim que a comunidade conversa: fala-se de Off-Campus, não de um título avulso da série.

O que a primeira edição mostra

Os consagrados. No topo estão títulos que combinam buzz alto e venda real. Verity, de Colleen Hoover, lidera com presença em vendas no primeiro lugar. A série Off-Campus, de Elle Kennedy, também aparece com venda no topo — e seu buzz é amplificado pela adaptação que estreou no streaming, que os criadores citam lado a lado com os livros. O povo do ar, de Holly Black, fecha o grupo dos que vendem e são comentados ao mesmo tempo.

Um nome nacional no meio dos internacionais. Jantar secreto, de Raphael Montes, é o autor brasileiro que se sustenta entre títulos majoritariamente importados — um sinal de que a ficção nacional de gênero encontra espaço na conversa do BookTok.

Ali Hazelwood com presença dupla. A autora aparece com mais de um título no índice, entre eles A hipótese do amor e Amor teoricamente, confirmando-se como uma das vozes consolidadas do romance no BookTok brasileiro.

Os emergentes — o que as vendas ainda não mostram. Aqui está o que torna o índice diferente. Títulos como Katabasis, de R. F. Kuang, e Estilhaça-me, de Tahereh Mafi, aparecem com buzz consistente mas ainda sem posição nos rankings de venda que acompanhamos. São os candidatos a explodir: o que a comunidade já abraçou e o caixa ainda não registrou.

Por que separar buzz de vendas

Venda é um retrato do passado. Buzz é antecedente. Quando um livro acumula menções de muitos criadores e ainda não aparece nas vendas, ele não é ruído — é indicação do que tende a vender nas próximas semanas. Uma lista construída apenas sobre o caixa registrador nunca mostra esse movimento a tempo. O Índice BookTok Brasil mostra os dois lados, e deixa visível justamente a fração que costuma passar despercebida.

Toda semana

O Índice BookTok Brasil passa a ser publicado semanalmente, às segundas-feiras. A cada edição, a lista é recalculada e os movimentos ficam visíveis: quem entrou, quem subiu, e quais emergentes começaram a converter buzz em venda.

Esse post saiu do Publitik, plataforma de inteligência editorial. Os dados que aparecem aqui vêm do mesmo painel que profissionais do mercado usam todo dia.

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